O Choque do Dólar e o Milagre das Big Techs
Arquivo Histórico: O pregão desta terça-feira testou os nervos do investidor. Com dados fortíssimos de consumo nos EUA, o Dólar explodiu para R$ 5,18, esmagando o varejo nacional. A Vale (VALE3) tentou segurar o índice com a alta do minério, mas a verdadeira salvação do humor global só veio no pós-mercado, com os balanços estrondosos das gigantes americanas.
191.8k
Queda Controlada
R$ 5,18
Explosão cambial
DIs em Alta
Juros pressionados
Vale & Techs
Salvaram o índice
Veredito Técnico (28/04)
Pressão Setorial
O Choque de Consumo (EUA)
A Confiança do Consumidor dos Estados Unidos veio muito acima do esperado (104.5 pontos). Uma economia quente significa que o Federal Reserve não cortará juros.
O capital estrangeiro apertou o botão de fuga no Brasil, as yields dos Treasuries dispararam e o Dólar rompeu violentamente os R$ 5,18.
Varejo Asfixiado Novamente
Com a subida vertiginosa do Dólar, os contratos de juros futuros (DIs) na B3 explodiram. O mercado passou a precificar uma Selic mais alta e por mais tempo.
- Consumo & Construção Liquidação Institucional
- Curva de Juros (DIs) Forte Pressão de Alta
O Escudo do Minério
Num dia sangrento para a bolsa, a Vale (VALE3) atuou como o principal colete salva-vidas do Ibovespa. A alta de mais de 2% do minério de ferro na bolsa de Dalian (China) sustentou as mineradoras locais, compensando parte da destruição de valor.
- VALE3 (Vale) Segurou o Índice
- Minério (Dalian) Alta de +2.30%
O Resgate Pós-Mercado
Quando tudo parecia perdido, o toque do sino em Nova Iorque trouxe alívio. A Alphabet (Google) anunciou o primeiro dividendo da sua história (+11%) e a Microsoft bateu recordes com a Nuvem. A I.A. salvou o otimismo global.
Perspectiva Jade: O mercado brasileiro respira por aparelhos externos. A lógica de proteção é evitar alavancagem no varejo local e concentrar exposição em commodities exportadoras.