POWELL DURO NO ADEUS: Fed mantém juros e alerta para 'inflação de guerra'
Análise Tática: A Herança de Powell
- A Decisão: Juros mantidos entre 5,25% e 5,50% em votação dividida (8-4).
- O Gatilho: Powell citou que a guerra no Irão e o choque no petróleo impedem o Fed de ter confiança para baixar as taxas agora.
- Impacto na B3: Balde de água fria. O mercado esperava um sinal de corte em junho; Powell silenciou sobre datas. O setor de Varejo deve sentir o peso imediato.
O "cisne negro" da sessão de hoje não foi a manutenção dos juros (que já era esperada), mas sim a **postura fria e rigorosa de Jerome Powell** no seu discurso de despedida. Ao contrário do que muitos esperavam, o presidente do Fed não quis facilitar a vida do mercado.
Powell foi enfático ao dizer que a inflação ainda está muito longe da meta de 2%. Ele culpou diretamente o cenário geopolítico e a alta das commodities de energia. Com isso, ele "limpou as mãos" e passou a responsabilidade para Kevin Warsh, que assume em maio.
Veredito para o Investidor
O que muda no meu bolso? Se você estava à espera de uma subida meteórica das ações brasileiras puxada por Wall Street, vai ter de esperar. Com os juros americanos "altos por mais tempo" (Higher for Longer), o capital estrangeiro continuará seletivo. O foco agora vira-se para as exportadoras de petróleo e minério, enquanto o consumo interno do Brasil enfrentará ventos contrários.